margarida soares

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dedico-me diariamente à arte de viver

sábado, 10 de abril de 2010

mal-entendidos

foste apenas uma arma que usei para combater a memória que teima em não me fazer esquecer um amor que tanto mal me tem feito. agora que paro para pensar, não me arrependo de te ter usado, apesar de não ter alcançado o meu objectivo, esquecer. sou sincera estive contigo a achar que era com ele que estava, imaginei-me a sussurar no ouvido dele, imaginei-me a acariciá-lo a ele e a fazer tantas outras coisas que só com ele sentia. o meu pensamento e a minha alma não estavam contigo mas sim com ele, a ti entreguei-te o meu corpo. no fim, vi nos teus olhos que sabias que não conseguia dar-te mais do que isso, mas não insistis-te, não me questionas-te, não me sufocas-te com a tua vontade. sei que percebes-te que nunca vou ter muito a dar-te, mas sinto que descobris-te que não precisavas tanto de mim como achavas. era o desejo que te consumia que te fazia olhar para mim, não o amor. fico feliz pela tua descoberta, conseguimos fazer nascer uma bela amizade, entre dois seres que toda a vida estiveram juntos, mas que sempre foram estranhos um para o outro.

(gosto tanto de quando sabes que não estou nos meus dias, mas não me dizes nada porque sabes que a nossa amizade e tudo o que aconteceu não pode ser divulgado e depois me mandas uma mensagem e me dás as melhores palavras)


parece que a inveja por aí é muita, mas isso não muda nada; os segredos serão sempre só nossos, e quando assim não for deixaram de ser segredos e o teu tempo será meu sempre que precisar

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